quinta-feira, 2 de junho de 2016

Parente diz que seguirá com plano de desinvestimentos da Petrobras

Segundo o executivo, estatal tem hoje R$ 100 bilhões em caixa. Pedro Parente participou de cerimônia de transmissão do cargo, no Rio.



O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta quinta-feira (2) que continuará com os planos de vendas de ativos da estatal. O executivo participou da cerimônia de transmissão do cargo de presidente da estatal, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.
“A empresa precisa fortalecer seu caixa e reduzir sua dívida, e desinvestimentos são fundamentais para isso. E não está sozinha nesse esforço. O novo patamar do preço do petróleo obrigou a revisar as suas carteiras de ativos. Nossa saúde depende de disciplina para cortar custos”.
Parente, no entanto, disse que ainda não teve uma discussão detalhada sobre o programa de desinvestimento desde que assumiu a presidência da Petrobras. E não adiantou se todos os projetos do plano serão mantidos.
"Vamos trabalhar com vista para aqueles ativos que podem ser desinvestimentos, mas que não prejudique a empresa naquela que é a estratégia. Não consigo ir além disso agora. Esse meu cargo hoje tem 5 dias de conversa dentro da empresa. E entrar num detalhe como esse não seria de maneira nenhuma responsável”, declarou.
Ele acrescentou, porém, que não descarta a possibilidade de parcerias e citou que há exemplos "muito bem sucedidos no upstream - que engloba as atividades de exploração, desenvolvimento, produção e transporte para beneficiamento.
Pilares de gestão
Esta medida faz parte de terceiro pilar que baseará sua gestão, afirmou o presidente, que inclui ainda “o fortalecimento da gestão de riscos, tratamento e monitoramento dos riscos que está sujeita a empresa. Não só estratégico e operacional, mas risco de mercado, de imagem. E redobrada para risco operacional e socioambientais".

O primeiro pilar citado durante a cerimônia pelo presidente é a consolidação da nova governança, “que seja capaz de garantir a plena recuperação da credibilidade junto aos acionistas, os credores, o mercado e, por último, mas não menos importante, o conjunto da sociedade”.
O segundo dos três pilares se refere à “noção de responsabilidade econômica e financeira em absolutamente todos os planos da empresa, com capacidade de gerar retorno econômico adequado”.
“Pretendemos cumprir no prazo máximo de 120 dias a revisão da estratégia da companhia, e o estabelecimento de 'roadmaps' (ferramenta utilizada para planejar e comunicar a visão de futuro) para todas as iniciativas estratégicas. Essa revisão será como guia para atuação da Petrobras para a solução dos seus problemas imediatos, mas sinalizará também para onde vamos caminhar”, disse.
Fluxo de caixa
De acordo com Parente, a Petrobras tem hoje R$ 100 bilhões em caixa.

“Estamos hoje com caixa acima de R$ 100 bilhões em captações conseguidas no mercado. (...) A escalada dos investimentos foi interrompida e foram feitos duros cortes nos gastos da companhia. Os quase 100 bilhões de reais atestam o acerto dessas iniciativas”, afirmou.
Política de preço
Parente voltou a dizer que a política de preço será determinada pelo ponto de vista empresarial, e que para essa definição serão observados o preço de custo, os competidores, além de um olhar no passado “para mirar um pouco como as coisas se comportaram”.

O ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, no entanto, declarou que “vamos ter oportunidade discutir [a política de preços] não é só Mistério de Minas e Energia, mas Planejamento, Fazenda e a própria diretoria que está chegando. E no momento de oportunidade falaremos sobre isso”.
O presidente da Petrobras, contudo, após a declaração do ministro à imprensa, voltou a reafirmar que essa será uma decisão empresarial. “Eu não escutei o ministro falar isso. O que posso enfatizar é que é uma decisão empresarial que vai consultar os interesses da Petrobras”.
Cessão onerosa
A respeito da cessão onerosa, Parente disse que “dependendo dos valores que forem definidos, e é discussão em andamento. É impossível especular sobre valor (...) mas é uma discussão importante”.

Homenagens
Na cerimônia, o presidente da estatal homenageou o funcionário mais antigo da companhia, Heraldo Raimundo Pamplona, que trabalha há 58 anos na Petrobras. Ele ingressou como estagiário de engenharia.

“Hoje com 78, indo para o 79, ele é trabalhador na ativa com mais tempo na holding e conta com a companhia como a sua segunda casa”, disse Parente, que homenageou ainda a técnica de petróleo, Erika de Araújo.
“Filha de um petroleiro aposentado, começou aqui na exata semana que começou a faculdade de farmácia e trouxe sua vivência familiar da Petrobras”.
Parente enalteceu ainda o trabalho do ex-presidente da estatal, Aldemir Bendine, que, segundo ele, foi responsável por uma mudança “radical” na companhia a partir de fevereiro de 2015.
“Tiveram coragem de enfrentar a situação e arcar com o ônus dessas decisões difíceis, sem ser pautado por questões partidárias. Há pouco mais de um ano, essa empresa não tinha se quer balanço auditado. Naquele momento, muito apostaram que a Petrobras quebraria e que manteria ainda mais a recessão do país”.
Petrobras
Em coletiva de imprensa, Parente disse que já havia decidido não ser mais um executivo, que seria membro de conselho e sócio de sua mulher em uma empresa de gestão de patrimônio quando surgiu o convite para comandas a Petrobras.

“Comecei a receber inúmeras manifestações que eu deveria considerar mais uma vez. (...) Eu acho que o aconteceu com a Petrobras foi absurdo. É inominável o que fizeram com essa empresa. Sei porque estive nessa empresa 12 anos atrás no conselho”, disse, acrescentando que “gosta de desafios”.

Fonte: Globo
http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/06/parente-diz-que-seguira-com-plano-de-desinvestimentos-da-petrobras.html

sábado, 28 de maio de 2016

Base de UPP em Santa Teresa é atacada; 2 ônibus são incendiados

Unidade de Polícia Pacificadora foi alvo de tiros; não há informação de feridos. Coletivos foram incendiados em Santa Teresa e no Rio Comprido.


A base Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, foi atacada entrea noite desta sexta-feira (27) e a madrugada deste sábado (28) e dois ônibus foram incendiados na região, no Centro do Rio de Janeiro, segundo informações da Polícia Militar.

Não há informação de feridos. A base da UPP foi alvo de tiros, e os coletivos foram incendiados na Rua Almirante Alexandrino, perto da comunidade do Morro dos Prazeres, e na Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido.
O Corpo de Bombeiros foi chamado, e o incêndio interditou as duas vias. No Rio Comprido, as chamas atingiram um carro a rua permaneceu interditada durante parte da madrugada. Em Santa Teresa, a Almirante Alexandrino ficou bloqueada por cerca de duas horas.
Segundo 5º Batalhão da PM, do Centro, os ataques podem ter acontecido em represália à morte do filho do traficante Marcelinho, preso durante operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na comunidade, na quinta (26). O rapaz morreu, segundo a PM, em confronto com os policias.
Fonte: G1- http://g1.globo.com/

Galaxy S7 Edge recebe versão especial do Batman

Galaxy S7 Edge, celular top de linha da Samsung, ganhou uma versão especial do Batman com hardware, software e bateria melhorados. O smartphone é resultado de uma parceria entre a Samsung, a Warner Bros e a DC Entertainment para comemorar o aniversário de três anos de lançamento do jogo Injustice: Gods Among Us.
Galaxy S7 e S7 Edge: a evolução das câmeras dos celulares da Samsung
A versão limitada estará disponível a partir de junho em mercados selecionados, que incluem China, Cingapura, Coreia, Rússia, América Latina e outros países a serem anunciados. Apesar disso, a Samsung já confirmou para o TechTudo que o aparelho não será comercializado no Brasil. Vale lembrar que o Galaxy S7 Edge é vendido no site da fabricante pelo preço de R$ 4.299.
O Galaxy S7 do Batman é preto com detalhes em dourado e tem o símbolo do personagem na parte traseira. A interface Touchwiz também foi personalizada com elementos que remetem ao herói. Apesar de não ter divulgado muitos detalhes, a Samsung informou que o celular virá com hardware, software e bateria aperfeiçoados para oferecer melhor desempenho e mais tempo de jogo, já que o game vem pré-instalado no celular.
Injustice: Gods Among Us é um jogo de luta disponível para celulares com AndroidiPhone (iOS), videogames e computadores, no qual o jogador controla os heróis das histórias em quadrinhos da DC Comics, entre eles o Batman. Segundo a Samsung, o aparelho reforça o compromisso da companhia em oferecer a melhor experiência em jogos no smartphone e promete agradar aos fãs do game e dos quadrinhos. 

Essa não é a primeira vez que a fabricante lança uma versão especial de super-herói para seu smartphone top de linha. No ano passado, o Galaxy S6 Edge recebeu uma versão limitada do Homem de Ferro, que não chegou ao Brasil.
O produto vem ainda com uma case exclusiva do herói. Em alguns países, quem comprar o Galaxy S7 do Batman receberá o smartphone dentro de um estojo personalizado junto com os óculos de realidade virtual Gear VR e créditos para gastar no jogo Injustice e em conteúdos da Oculus VR.
Via Samsung


Fonte:
Techtudo - Aline Batista

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ex-mulher acusa Johnny Depp de violência doméstica


Amber Heard afirma possuir fotos e até um vídeo que comprovariam as agressões



Em mais um episódio do controvertido divórcio com Johnny Depp, a atriz Amber Heard agora acusa o ator de violência doméstica. Segundo o site de celebridades TMZ, que publicou uma imagem de Amber com um olho machucado, o ator a teria agredido fisicamente em diversas ocasiões durante o casamento.
No processo, a atriz anexou fotos das escoriações - ela afirma também possuir um vídeo que comprova sua acusação. No caso da imagem publicada pela imprensa americana, Amber diz ser resultado de uma briga do sábado passado, quando Depp teria quebrado um iPhone no rosto dela. Amber chegou a gritar pela ajuda da amiga que estava do outro lado da linha de telefone. Mais tarde, a polícia apareceu na casa dos atores, porém Depp já havia deixado a residência.
Segundo o site, os oficiais avisaram Amber que eles prenderiam o ator caso ela o denunciasse por violência doméstica, porém, naquele dia, a jovem preferiu não levar o caso adiante. Ela afirma que Depp ofereceu dinheiro para que ela ficasse calada. Foi então que a atriz, dois dias depois, pediu divórcio.


Fonte:
http://veja.abril.com.br/

Tiririca evita falar de política no "Programa do Jô" e é criticado na web

O humorista é deputado federal, mas desconversou diversas vezes sobre assuntos políticos durante entrevista no "Programa do Jô". Os internautas não perdoaram e criticaram Tiririca nas web.

O humorista e deputado Tiririca foi o entrevistado desta quinta-feira (26) no Programa do Jô. Só que o bate-papo com o apresentador Jô Soares não agradou ao público, que reclamou nas redes sociais que Tiririca desconversava quando o assunto era política. Ele falou pouco sobre o assunto e se preocupou mais em fazer piadas. Alguns internautas acusaram Tiririca de estar bêbado no programa.
Tiririca começou sua participação no programa contando uma história sobre um amigo. Com a história caminhando para um lado escrachado, Jô logo interrompeu.
— E eu que pensava que a primeira pergunta era o que você estava achando da situação política do País. 
O deputado então falou uma das únicas frases completas sobre política nos cerca de 15 minutos de entrevista.
— Com sinceridade, está totalmente do jeito que a gente está vendo. O negócio está feio, porque ninguém sabe de nada, ninguém sabe quem é quem, ninguém sabe o que vai acontecer.
Jô começou a falar mais sobre política, mas Tiririca roubou a atenção virando um copo de conhaque. Para alguns internautas, o deputador estaria bêbado desde o começo da entrevista.
Quando Jô tentou retomar o assunto político, Tiririca desconversou mais uma vez.
— Não te interrompendo e já te interrompendo, eu quero te falar antes desse negócio que é uma felicidade tão grande estar com você mais uma vez porque a minha maior entrevista da minha vida foi uma que eu fiz com você.
Em outro momento da entrevista, Tiririca se referiu ao mundo político com a frase "Eu tô lá numa praia que não é a minha praia". Jô ainda tentou perguntar dos projetos políticos de Tiririca e o deputado começou a responder.
— Eu tenho três projetos. Lá cada um levanta uma bandeira, eu levanto a bandeira circense, porque eu sou de circo.
Tiririca então disse que já tinha sido trapezista e Jô respondeu que era mentira, que ele tinha sido várias coisas no circo, mas trapezista, não. No final da entrevista, Jô disse que aquilo era brincadeira.
Voltando a falar de seus projetos, Tiririca disse que tinha expectativas ao ser eleito, mas que não conseguiu realizar tudo que queria. 
— Eu entrei lá com 1,3 milhão de votos e falei: "Eu vou fazer tudo lá, vou aprovar projeto". E não é assim, não depende de você. O voto do cara que entrou com 50 mil votos é igual ao seu.
Anteriormente, Tiririca disse que tinha um projeto para incentivar os estudos de crianças que vivem em circos e outro para incluir a arte circense na lei de incentivo a cultura Próxima. Tiririca disse que tinha um projeto para incentivar os estudos de crianças que vivem em circos e outro para incluir a arte circense na lei de incentivo a cultura.
Jô então encerrou a entrevista, mas Tiririca começou a bater no sofá, dizendo que não queria que acabasse e repetindo que amava Jô com o rosto bem próximo ao do apresentador.



Fonte:
Folha Vitória
Redação Folha Vitória

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Quero Botar o país nos trilhos

Na primeira entrevista exclusiva desde que assumiu interinamente a Presidência, Michel Temer diz que a ficha ainda não caiu, conta quais são suas prioridades, diz que trabalhará incansavelmente – mas não promete milagres


O novo e interino presidente da República, Michel Temer, falou com exclusividade a ÉPOCA hoje. É a primeira entrevista à imprensa desde que tomou posse interinamente, ontem. Temer foi claro sobre o que espera fazer como presidente, caso Dilma Rousseff de fato não retorne ao cargo. E admitiu que “ainda não caiu a ficha” do momento – de que ele é, de fato, o responsável por tirar o Brasil de uma das mais graves crises de sua história. “Estou acostumado à pressão, a situações difíceis, a crises. Trabalharei de domingo a domingo, de dia e de noite, para cumprir as expectativas do povo brasileiro”, disse, ciente de que o país tem pressa. “Quero, com a ajuda de todos, botar o país nos trilhos nesses dois anos e sete meses.”
>> Só Dilma tira Michel Temer do sério
Temer sabe que botar o país nos trilhos será uma missão difícil. “Não vou fazer milagres em dois anos”, admitiu, quando confrontado com o fato de que a burocracia do governo e as pressões de grupos de interesse no Congresso tornam improvável o sucesso na execução de reformas profundas - sobretudo num curto espaço de tempo e sob a forte instabilidade política que ainda define Brasília. “Quero que, ao deixar a Presidência, olhem para mim e digam ao menos: ‘Esse sujeito arrumou o país’.”
>> Quem são os ministros que assumem o novo governo
O que seria exatamente arrumar o país? Primeiro e mais urgente, é claro, arrumar o que está mais desarrumado: a economia. “Tenho plena confiança na capacidade de Henrique Meirelles e da equipe montada por ele. Eles terão autonomia para fazer os ajustes necessários e transmitir a confiança que perdemos”, disse.  Acredita que arrumar a relação do Planalto com o Congresso, algo que diminuirá a instabilidade política crônica em Brasília, será menos complicado. “Fui presidente da Câmara por três vezes e sei bem o quanto é necessário ter diálogo com os parlamentares e manter o respeito pelas ideias diferentes. Não é fortuito que tantas lideranças partidárias estejam comprometidas com o ministério que foi montado.”
Um terceiro ponto, não tão urgente, mas no qual Temer insiste – chegou a incluir em seu discurso de posse - envolve um novo pacto federativo, que equilibre as relações entre União, estados e municípios. É uma preocupação antiga de Temer, que escreveu artigos sobre o assunto. Hoje, defendem Temer e outros políticos, o dinheiro dos impostos dos brasileiros está demasiadamente concentrado na União e, especialmente, no governo federal. Estados e municípios passam a depender da boa vontade do presidente da República para receber recursos – o que acaba passando por uma relação política, e não institucional. Temer quer muito diminuir esse desequilíbrio federativo. “A partir da próxima semana, formaremos uma comissão que encontre soluções para recompor o pacto federativo, para que tenhamos uma verdadeira federação”, anunciou.
A quarta prioridade do novo presidente é a menos palpável de todas. Mas, talvez, seja a que mais o preocupa, em virtude de sua formação como professor de Direito Constitucional. “Precisamos mudar a cultura política do país”, disse. “Ninguém lê mais a Constituição. Digo isso no sentido de que há um desrespeito profundo pelas leis e pelas instituições. É necessário resgatar o valor desse livro sagrado para a nossa democracia.” Na prática, disse Temer, isso se traduzirá em tomar decisões, ou deixar de tomar decisões, que agridam o espírito da Constituição, mesmo que sejam, formalmente, legais. Ele cita um exemplo que aconteceu hoje. Vários assessores e ministros chegaram a seus locais de trabalho e começaram a retirar a foto da presidente Dilma Rousseff. Temer determinou que mantivessem a foto na parede. “É preciso ter respeito. Ela está afastada, mas continua presidente. Até que saia em definitivo, caso seja essa a decisão do Senado, deve ter seus direitos como presidente afastada assegurados.”
Temer está com a voz cansada, mas parece genuinamente animado para os dias difíceis que se avizinham. “Disposição não faltará – minha e da equipe. Hoje mesmo, percebi em todos uma vontade, uma gana de fazer imensa. Nada ficará para segunda-feira. Tudo o que se discutia começa imediatamente, agora. Estão todos imbuídos do mesmo sentido de urgência que eu”, contou. “Pude perceber também no que posso colaborar. Diante da falta de orçamento, expliquei como muitas vezes é possível fazer programas com pouco dinheiro. Foi o que fiz na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, com a criação de conselhos comunitários e delegacias da mulher. Deram resultado e custaram quase nada. É preciso ter esse tipo de mentalidade.”
É possível fazer tanto em tão pouco tempo? “Não é porque é impossível fazer milagres que não se devem estabelecer metas ambiciosas, como as que delineei. É possível fazer muito, não tenho dúvida. E, se não houver ambição, qual o propósito de se tentar?”

Fonte: Revista Epoca
Site: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/05/temer-fala-epoca-quero-botar-o-pais-nos-trilhos.html

Governo quer cortar 4 mil cargos comissionados, diz Romero Jucá

Fonte: Site G1 Globo
Site:http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/05/governo-quer-cortar-4-mil-funcoes-de-confianca-diz-romero-juca.html

Número inclui funções de confiança, gratificadas, entre outras. Ministro Ricardo Barros diz o governo fará novas metas fiscais.



O ministro Romero Jucá (PMDB-RR), do Planejamento, afirmou nesta sexta-feira (13) que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, quer cortar até 4 mil cargos de confiança e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total. O governo federal tem hoje 21,7 mil cargos comissionados, sendo 16.085 ocupados por servidores de carreira e 5.615 por não concursados.


Jucá concedeu entrevista à imprensa ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Ricardo Barros (Saúde), depois da primeira reunião ministerial liderada por Temer.
Segundo o ministro do Planejamento, o governo dá gratificação de 51 formas diferentes, o que será revisto. "Queremos em 31 de dezembro de 2016 tenha diminuído 4 mil postos desse tipo de gratificação ou contratação", disse. Jucá ressaltou que o número pode ser ampliado, conforme a necessidade.O corte é semelhante ao proposto pelo governo Dilma no ano passado, de redução de 3 mil postos. Segundo Jucá, isso não foi cumprido. Até fevereiro de 2016, a gestão petista havia cumprido 18,7% da meta, com a extinção de 562 cargos, de um total de 22 mil.
Para o ministro do Planejamento, o corte não resolve a questão do gasto público, "mas é um posicionamento que o governo deve tomar como exemplo para a sociedade". Jucá disse ainda que a economia que o governo pretende fazer com a redução de 4 mil cargos comissionados será anunciada "no momento certo", em razão das diferentes remunerações.
Romero Jucá destacou que as empresas estatais e os bancos públicos estão no "novo processo de gestão e governança" do governo. Segundo o peemedebista, "todos os organismos" do Executivo serão "ajustados" com a mentalidade de "diminuição de gastos, fim do desperdício e apresentação de resultados".
       Gastos públicos


Segundo Jucá, o governo sinalizou no início do ano um superávit primário "novamente equivocado". Ele comentou o envio ao Congresso de uma revisão da meta, feito por Dilma, de rombo de R$ 96 bilhões em 2016.
"Neste déficit não estão previstos alguns pontos, como a contínua queda de arrecadação e renegociação da dívida com estados, que deverão impactar a dívida federal", disse ele.Novas metas serão estabelecidas, afirmou o ministro. "Deveremos aprovar essa nova meta na próxima semana com as ressalvas para que o processo seja transparente e clarificado. O governo tem que resgatar credibilidade. Portanto, os números que forem definidos e repassados serão os que deverão acontecer. Por isso, não há na data de hoje medidas efetivas anunciadas."
O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR) disse que o Orçamento previa receitas que viriam da CPMF, que não foi votada no Congresso, e também da alienação de imóveis, que não estão se confirmando. "Temos queda na arrecadação que deve superar os R$ 100 bilhões. Temos o impacto da dívida dos estados, estimada em R$ 8 bilhões, temos as receitas superestimadas."
"Além do impacto dos índices macroeconômicos que não se verificam, teremos certamente déficit fiscal superior aos R$ 96 bilhões que estão colocados no projeto de lei enviado ao Congresso Nacional", completou.

Reformas na Previdência 

O ministro do Planejamento também falou sobre a necessidade de reformas na Previdência. Ele não deu detalhes das medidas que serão tomadas, mas disse que o governo não pretende diminuir a remuneração de quem já está aposentado.

Jucá citou como medida adotada pelo atual governo em prol de mudanças na área o fato de a Secretaria de Previdência ser incorporada ao Ministério da Fazenda.“Ontem foi dado passo que considero importante, que foi o posicionamento da Secretaria de Previdência no Ministério da Fazenda. Já se tomou a decisão técnica da maior importância que é construir algo sustentável. Por que queremos uma Previdência sustentável? Porque queremos que o aposentado de hoje e de daqui a 10 anos possa receber na integralidade o que deve receber. Não queremos que aconteça o que aconteceu na Grécia, que reduziu pagamento de quem já estava aposentado”, afirmou.

Reajuste de servidores 

Jucá comentou ainda os projetos de lei enviados pelo Executivo à Câmara, que tramitam com urgência, sobre aumento para servidores. De acordo com ele, o que foi negociado será mantido. "A palavra do governo será confirmada", afirma. "Esses reajustes serão aprovados da forma que foram pactuados com as diversas carreiras públicas."No entanto, os sete projetos que o governo Dilma enviou ao Congresso antes de ser afastada ainda serão analisados pela nova equipe econômica do governo, e uma resposta será dada depois.

Apoio do Congresso

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse esperar apoio de pelo menos dois terços do Congresso para aprovar as medidas de ajuste e reformas necessárias para retomar o crescimento econômico.

O ministro fez o cálculo com base na votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara e no Senado. A continuidade do processo recebeu aval de 367 deputados, quando houve votação na Câmara, e de 55 senadores, quando o afastamento de Dilma por até 180 dias foi definido.
“O Constituinte previu que de ambas as Casas, o governo que viesse a assumir, agora temporariamente, tem que ter trazido consigo o apoio de dois terços da Câmara e que seria necessário 50% mais um no Senado. Também já se tem mais que dois terços do Senado. Dando o sentimento de que se tem, para essas medidas que têm que ser tomadas com urgência, apoio igual ou superior a dois terços”, afirmou Padilha.